Trump ameaça México com tarifas crescentes a menos que imigração ilegal acabe
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Por Steve Holland e Frank Jack Daniel
WASHINGTON/CIDADE DO M?XICO (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagindo a uma onda de imigrantes ilegais na fronteira sul, prometeu na quinta-feira impor tarifa a todos os produtos oriundos do M?xico, que come?ar? em 5% e ficar? cada vez mais alta at? que o fluxo de pessoas termine.
A medida intensifica a campanha de Trump para controlar uma onda de dezenas de milhares de postulantes a asilo, inclusive muitas fam?lias da Am?rica Central em fuga da pobreza e da viol?ncia, que cresceu ao mesmo tempo que o governo promete tornar mais dif?cil se refugiar nos EUA e em meio aos esfor?os do presidente para construir um muro na fronteira mexicana.
O an?ncio abalou os investidores, que temem que o agravamento da tens?o comercial prejudique a economia global. O peso mexicano, os ?ndices de futuros das a??es norte-americanas e os mercados de a??o asi?ticos tombaram com a not?cia, incluindo a??es de montadoras japonesas que exportam carros do M?xico para os EUA.
A decis?o de Trump, anunciada no Twitter e em um comunicado subsequente, foi um desafio direto ao presidente mexicano, Andr?s Manuel L?pez Obrador, e pegou o governo vizinho de surpresa em um dia no qual este iniciou um processo formal para ratificar um acordo comercial com os EUA e o Canad? (USMCA).
A medida tamb?m aumentou o risco de rela??es econ?micas devastadoras com o maior parceiro comercial de bens dos EUA. O M?xico, muito dependente do com?rcio fronteiri?o, chegou a tal patamar em resultado da guerra comercial de Trump com a China.
As medidas contra o M?xico abrem uma nova frente de batalha no com?rcio e, se implantadas, devem provocar uma retalia??o que afetaria Estados da regi?o central, do agroneg?cio apoiado por Trump e de zonas industriais dos EUA.
As tarifas mais elevadas come?ar?o em 5% no dia 10 de junho e aumentar?o mensalmente at? atingirem 25% em 1? de outubro, a menos que o M?xico adote a??es imediatas para combater a imigra??o, disse Trump.
'Se a crise de imigra??o ilegal for aliviada atrav?s de a??es efetivas adotadas pelo M?xico, a serem determinadas somente por nosso crit?rio e julgamento, as tarifas ser?o retiradas', afirmou.
L?pez Obrador respondeu com uma carta publicada no Twitter, classificando a pol?tica de Trump 'Am?rica Primeiro' como 'uma fal?cia' e acusando-o de transformar os EUA em um 'gueto' que estigmatiza e maltrata migrantes.
'Presidente Trump, problemas sociais n?o s?o resolvidos com impostos ou medidas coercitivas', escreveu, acrescentando que uma delega??o liderada pelo ministro das Rela??es Exteriores, Marcelo Ebrard, viajar? a Washington nesta sexta-feira. Ele n?o amea?ou retaliar, dizendo que quer evitar um confronto.
L?pez Obrador rejeitou a afirma??o de Trump de que o M?xico deixa a imigra??o acontecer por meio de uma 'coopera??o passiva', dizendo: 'Voc? sabe que estamos cumprindo nossa responsabilidade de deter (migrantes) que atravessam nosso pa?s, tanto quanto poss?vel e sem violar os direitos humanos'.
Em Pequim, o porta-voz da chancelaria, Geng Shuang, expressou solidariedade com o M?xico.
'Os Estados Unidos adotaram a??es de intimida??o comercial repetidamente. A China n?o ? a ?nica v?tima', disse Geng aos rep?rteres.
Quando indagado em uma teleconfer?ncia com rep?rteres quais produtos mexicanos podem ser afetados pelas tarifas, o chefe de gabinete interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, respondeu: 'Todos eles'.
Mulvaney acrescentou: 'Estamos interessados em ver o governo mexicano agir hoje ? noite, amanh?'.
As a??es da Toyota, Nissan e Honda ca?ram cerca de 3% ou mais, e as da Mazda recuaram quase 7% -- as quatro operam f?bricas de montagem de ve?culos no M?xico.
(Por Steve Holland, Eric Beech e Mohammed Zargham; reportagem adicional de Mica Rosenberg, em Nova York; Noe Torres e Anthony Esposito, na Cidade do M?xico; e Cate Cadell, em Pequim)
((Tradu??o Reda??o Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
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Escrito por Redação
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